Eduardo e Mônica. /Letra Renato Russo:
Uma mulher mais
velha, estudante de medicina, se apaixona por um rapaz bem mais jovem, que
estava prestes a prestar vestibular. Provavelmente estaria prestando para
passar na mesma universidade, onde foi a inspiração de um fato real, descrito
na letra da música do compositor.
Mas será que se Eduardo, fosse um jovem sem acesso as oportunidades do personagem, no cursinho pré-vestibular, nas aulinhas de inglês, conforme
consta na música, Mônica se interessaria? Ou essas “diferenças” que ao meu ver
limita-se mais as diferenças da idade de ambos. Pois as igualdades, culturais e
sócios econômicas. Parecem- me casar muito bem, no relacionamento do dois.
Mônica, uma mulher mais experiente com uma carga cultural
mais intensa, obviamente por ter mais idade e pelo meio que frequentava,
consequentemente, vivenciaria naturalmente em festas “legais” Onde, encontravam
estudantes da universidade, lugar também frequentado por Eduardo. Onde, foi
possível o encontro dos personagens. Uma enxurrada de nomes clássicos e um
tanto na pegada Cult, a personagem, quase impõe que seu gosto vai além do
conhecimento da maioria de pessoas talvez sem acesso à cultura ou posso dizer
quem se interessa mais sobre assuntos mais abrangentes ao conhecimento
cultural. Como alguém que admira a fantástica escola Bauhaus, escola de arte
vanguardista situada na Alemanha, e transita entre o poeta francês Arthur
Rimbaud e o cineasta Godard. Como num empasse quase que diminuindo a falta de
conhecimento, mas não, a falta de oportunidade que é praticamente somente uma
fase do garoto, ele gostava de jogar futebol de botão com a avó.
Eduardo, ainda estava no esquema: Escola, cinema, clube e
televisão. Nessa frase, podemos perceber que Eduardo, estava somente numa
transição comum de quem vive, numa vida privilegiada, e com tempo para cursinho
e ir ao clube. Mas se preparando para saltar mais alto e entrar no “esquema” da
Mônica sua futura esposa, como no andamento da música se desenrola. Deduzir a
idade de Mônica, talvez, não seria tarefa muito fácil. Mas provavelmente ela já
atingiu a idade adulta, contrario de Eduardo que tinha apenas dezesseis anos,
no mínimo haveria a permissão dos pais para um casamento, caso o garoto não
completasse a maioridade nesse período do namoro. No entanto, a música
obviamente não entrou nesse detalhe. Entre viagens e cursos que fizeram juntos.
Mônica se forma em medicina e Eduardo passa no vestibular. Numa passagem de
tempo, que particularmente me enrolo um pouco, eles constroem uma casa, os
filhos gêmeos nascem. E o pai de família: Eduardo, talvez numa idade bem
adulta, não pode viajar pois um dos filhos está em recuperação escolar. O
interessante que é citado somente nome de Eduardo sobre o filho em recuperação.
Falam que não podem viajar, mas esse
plural fica na dúvida se Mônica estaria incluída. Será que Eduardo e Mônica, separaram?
E finaliza a música com o refrão: “E quem não irá dizer, que não existe razão?”
Acho que rações para tudo dar certo não faltaram pro casal conseguir ter uma
relação tranquila, talvez, uma mulher mais velha naquela época poderia se mal
vista com um rapaz mais novo. Fato, que, nos dias atuais, quase passaria
despercebido. Mas se tratando de um casal com tantas oportunidades, acredito
eu, que foram aceitos normalmente pela sociedade que aceita mais o fator social
econômico e cultural, do que qualquer amor com abismos e desigualdades
relativamente não aceitas.
Desenvolvido por: Sid Mol 09/12/2022